LIMPEZA RENAL

Para que o nosso sistema imunológico possa desintoxicar-se os nossos glóbulos brancos necessitam esvaziar a carga tóxica na bexiga para poder expulsar esta toxicidade através da urina. Isto só ocorre se os rins estão totalmente limpos, já que são a passagem prévia no caminho até à bexiga.

Se os rins estão cheios de tóxicos, os glóbulos brancos não conseguem eliminar a carga tóxica. E, seguimos, como tal, imunodeprimidos. Por isso, na Terapia Clark,é fundamental realizar uma limpeza renal de pelo menos três semanas e no mínimo uma vez por ano, para recuperar a imunidade.

O sistema imunológico está formado por um exército de células denominados glóbulos brancos. Na grande maioria e mais ainda naqueles que sofrem doenças degenerativas ou crónicas, os glóbulos brancos estão intoxicados com agentes imunossupressores (radioatividade, metais pesados, benzeno, amianto, PCB’s, corantes azoicos…). Os agentes imunossupressores estão presentes na maioria dos produtos que nos rodeiam: água, cosméticos, alimentos. Como tal, devemos ajudar o organismo a desintoxicar-se porque ainda que a quantidade de glóbulos brancos seja a correta, a Terapia Clark considera que a qualidade não é a correta, já que nos organismos intoxicados os glóbulos brancos não podem trabalhar corretamente porque estão “cegos” por esses tóxicos, e, assim, sendo, não podem lutar contra vírus, oncovirus, bactérias e contra o resto de patogénicos presentes na maioria de patologias.

À parte do importante papel que desempenham na regulação arterial, os rins: intervêm no processo hormonal que contribui para regular a pressão sanguínea e o volume extracelular a longo prazo.

Por vezes, o funcionamento inadequado dos rins passa inadvertido se a doença não se encontra numa fase avançada. Numerosos transtornos cutâneos, reumáticos e circulatórios são consequência de um deterioro da função renal. Contudo, nenhum médico especialista em referidos transtornos considera a função renal, no momento de designar um tratamento. Podemos dizer, por exemplo, que não pode existir saúde cardiovascular sem uma função renal ótima. Os rins são órgãos propensos a contrair doenças porque estão continuamente expostos a uma grande concentração de substâncias tóxicas.

A saúde e o correto funcionamento do organismo dependem em grande medida de uma adequada função renal, garantida por um sistema limpo de tóxicos.

Em numerosas ocasiões prescrevem-se tratamentos depurativos ou desparasitantes sem se considerar a capacidade funcional dos rins, pelo que frequentemente os tratamentos dão lugar a uma grande mobilização de tóxicos que sobrecarregam a função renal, produzindo inúmeras indisposições. Assim sendo, antes de levar a cabo um procedimento de eliminação de metais pesados ou de mobilização de depósitos como o ácido úrico, devemos executar um procedimento de limpeza renal destinado a fortalecer os rins e a sua capacidade de desintoxicação e excreção.

Um dos suplementos que formam parte da limpeza renal é o óxido de magnésio, já que eleva o PH da urina e dificulta a precipitação de corpos cristalinos.

A produção de cristais de oxalato endógeno pode ser, eficazmente, diminuída mediante o consumo de 250 a 500 mg de piridoxina (vitamina B6), que também se inclui no procedimento.

Por outro lado, as infeções são quase sempre a causa de numerosos transtornos renais, no entanto, a maioria das vezes passam despercebidas. Virtualmente, em todos os casos de transtornos renais graves há infeções por várias cepas bacterianas, e por este motivo a Dra. Clark utiliza a uva ursi e a raiz de gengibre pela sua ação bactericida.

PROTOCOLO CLARK DE LIMPEZA RENAL + AZEITE DE ORÉGÃO

Tempo: 3 ou 6 semanas (segundo prescrição do terapeuta).

INGREDIENTES:

Nota: É provável que ao levar a cabo a limpeza renal, as pedras ou areia mobilizadase acumuladas no rim contenham um excesso de bactérias patogénicas, por isso, incluir no protocolo original de limpeza renal desenvolvido pela Dra. Clark o azeite de orégão é de grande ajuda.

Modo de preparação:

  1. Colocar ½ saco das ervas para os rins num recipiente de aço inoxidável, adicionar 2,5 litros de água, tapar e deixar repousar durantetoda a noite. Na manhã seguinte acrescentar ½ garrafa de cereja preta concentrada e ferver a fogo lento 20 minutos. Contar o tempo de quando começar a ferver, e depois deixar arrefecer.

Retirar as ervas e guardar num saco num congelador. Coar bem o líquido e guardar da seguinte maneira: ½ litro numa jarra no frigorífico e o restante separado em recipientes de plástico de ½ litro no frigorífico. Esta preparação dura aproximadamente 13 dias. Quando terminar, ferver por segunda vez as ervas congeladas 10 minutos num litro de água e acrescentar 1/3 do frasco de cereja preta concentrada (suficiente para mais 8 dias)

  1. Colocar 4 punhados de salsa fresca num 1 litro de água e ferver 3 minutos. Esperar a que arrefeça e colocar ½ litro numa jarra de vidro no frigorífico e congelar o restante. Se a água de salsa terminar antes das três semanas, preparar mais.
  2. Preparar cada manhã: ½ copo de água de salsa, ¾ de copo de preparação de ervas numa jarra não metálica e acrescentar 20 gotas de tintura de hidraste. Beber esta mistura várias vezes ao longo do dia. Nunca de uma só vez.
  3. Tomar também:
    • Ao pequeno-almoço:
      • 1Cápsula de gengibre.
      • 1Cápsula de uva ursina.
      • 1Cápsula de vitamina B6.
    • Ao almoço:
      • 1Cápsula de gengibre.
      • 5Gotas de azeite de orégão numa cápsula vazia.
    • Ao jantar:
      • 1Cápsula de gengibre.
      • 2Cápsulas de uva ursina.
      • 1 Cápsula de óxido de magnésio.
  1. Concentração de cereja preta:

    • Magnífico desintoxicante renal.
    • Diurético.
    • Antirreumático.
  2. Ervas para os rins:

    • Reforçam o sistema imunológico.
    • Ajudam a desintoxicação celular de metais pesados y benzeno.
    • Excelente protetor hepático.
  3. Óxido de magnésio:

    • Regula o colesterol sanguíneo.
    • Regula o nível de açúcar no sangue.
    • Ajuda à assimilação vitamínica e mineral.
    • Participa como mineral intracelular essencial para a transmissão dos impulsos nervosos.
    • Participa na reparação e manutenção das células e tecidos orgânicos. Ajuda ao crescimento orgânico.
  4. Raiz de gengibre:

    • Ação antiséptica.
    • Desintoxicante renal.
  5. Tintura de hidraste:

    • Desintoxicante renal.
  6. Uva ursi:

    • Excelente antibacteriano do sistema geniturinário.
    • Protetor renal.
  7. Vitamina B6 (piridoxina):

    • Participa na síntese enzimática.
    • Ajuda a manter o equilíbrio sódio-potássio no organismo.
    • Facilita a dissolução de cálculos renais.

MODO DE PREPARAÇÃO

  1. Colocar meio saco de ervas num recipiente de aço inoxidável com 2,5 litros de água. Tampar e deixar repousar toda a noite.
  2. Na manhã seguinte, acrescentar meia garrafa de cereja preta concentrada, ferver a fogo lento durante 20 minutos. Deixar arrefecer, separar as raízes do líquido com um coador e colocar meio litro numa jarra no frigorífico. O restantecolocar em recipientes de plástico de meio litro e congelar. Guardar as raízes fervidas num saco no congelador. Esta mistura dura aproximadamente 13 dias. Ao acabar ferver as congeladas uma segunda vez por 10 minutos com apenas 1 litro de água e acrescentar 1/3 de cereja preta concentrada (suficiente para mais 8 dias)
  3. Colocar 4 punhados de salsa fresca num 1 litro de água e ferver 3 minutos. Esperar que arrefeça e colocar meio litro numa jarra de vidro no frigorífico. Congelar o restante. Se a água da salsa terminar antes das 3 semanas, fazer mais.
  4. Colocar cada manhã: ½ copo de água de salsa e ¾ de copo da mistura de raízes numa jarra não metálica e acrescentar 20 gotas de tintura de hidraste . Beber esta mistura várias vezes ao longo do dia. Nunca de uma só vez.
  5. Tomar também:
    • Ao pequeno-almoço:
      • 1 cápsula de gengibre.
      • 1 cápsula de uva ursina.
      • 1 cápsula de vitamina B6.
    • Ao almoço:
      • 1 cápsula de gengibre.
      • 5 gotas de aceite de orégão sempre encapsulada.
    • Ao jantar:
      • 1 cápsula de gengibre.
      • 2 cápsulas de uva ursina.
      • 1 cápsula de óxido de magnésio.